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MÚSICOS QUE TIVERAM SEU PAPEL NA HISTÓRIA DA INSTITUIÇÃO

O maestro conta: a história escrita em cada estante
5 de junho de 2026 por
MÚSICOS QUE TIVERAM SEU PAPEL NA HISTÓRIA DA INSTITUIÇÃO
Associação Banda Filarmônica 2 de Janeiro
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A memória de uma filarmônica não pertence a decretos, a vaidades ou a gestões temporárias; ela pertence à poeira do giz no quadro de teoria, ao suor na farda sob o sol do meio-dia e ao som que cada instrumentista, em seu tempo, arrancou do metal ou da madeira. Em tempos onde a sociedade parece sofrer de uma amnésia crônica sobre o valor da cultura e o papel sociopedagógico da música, o maestro conta a história real — aquela que não aceita rasuras.

A música tem uma justiça própria: a parte que cada um escreveu na história da Filarmônica Grupo Musical 2 de Janeiro (F2J) permanece intocável. Independentemente de divergências, caminhos distintos ou de alguns não compactuarem com os ideais ou rumos atuais da instituição, o respeito ao pavilhão e o som que um dia somou ao conjunto não podem ser manchados por divergências humanas. A história é soberana, e cada nome abaixo deixou sua marca na identidade cultural de Canavieiras.

O PAVILHÃO DOS NOMES: A CONTRIBUIÇÃO QUE O TEMPO NÃO APAGA

O MAESTRO

 CONTA:

  • Maysa Oliveira e Murilo Oliveira: irmão que trouxeram suas energias e musicalidades para as fileiras, sabendo o que significa o peso e a responsabilidade de defender um naipe em momentos em que a banda precisava de sustentação.
  • Gildásio Torres Oliveira e Alonso Torres Oliveira: irmãos de nomes que carregaram a tradição no sobrenome e na postura, homens que dedicaram sopros e tempos de vida para que os dobrados tradicionais ecoassem com a firmeza necessária pelas ruas da cidade.
  • Alef Santos Guerra e Alef Pingorá: duas forças que, cada um com sua identidade e dinâmica, colocaram sua juventude e sua técnica a serviço da música de farda, deixando registros de dedicação nas partituras que passaram por suas mãos.
  • Carlos Augusto Cassimiro: cuja seriedade e entrega ao instrumento ajudaram a pavimentar a sonoridade de uma época, mostrando que a música comunitária exige brio e constância.
  • Aneylan Santos Matos e Thais Peleteiro: foram presenças fundamentais que adornaram o corpo musical com sensibilidade, técnica e a firmeza necessária para mostrar a força dos homens e das mulheres na linha de frente das nossas retretas.
  • Wanderson Coutinho e Elson Reis: foram músicos que entenderam o valor do ensaio, o respeito à batuta e a importância de fazer o som individual se fundir em prol do brilho coletivo da filarmônica.
  • José Diogo, Tadeu Nascimento e Carlos Nascimento: esses foram pilares de dedicação que, ao longo de suas trajetórias, doaram talento e persistência, ajudando a manter a regularidade e a imponência dos nossos desfiles cívicos e procissões.
  • Almiro Melo e Raimundo Barleta: foram figuras cujas caminhadas se entrelaçavam com a própria história da salvaguarda cultural de Canavieiras, homens que trouxeram na memória o tempo em que fazer música era um sacerdócio de pura resistência.
  • Aline Clarinete: foi uma musicista que deu voz e sotaque às palhetas da casa, fazendo o instrumento chorar as melodias mais bonitas e garantindo a leveza necessária nas introduções dos nossos dobrados, apesar de sua partida muita rápida nesse plano.
  • Vilmar Silva e Valney Silva: irmãos que tiveram uma parceria de dedicação onde o esforço mútuo e o respeito ao pavilhão mostraram que a música de filarmônica é, antes de tudo, um compromisso de lealdade com as nossas raízes.
  • Edvaldo Contrabaixo: que apesar de sua partida, ele fazia música com a segurança e o peso do seu instrumento garantiu o alicerce harmônico, o chão firme sobre o qual todos os outros músicos puderam solar e brilhar com segurança.
  • Thiara Eiko e Thiara Rodrigues: fizeram com que com dedicação e graça ocupassem seus lugares de direito nas estantes, provando que a renovação da banda passa pelo olhar atento e pela sensibilidade feminina.
  • Bão caixa: foi o dono do repique, o homem que no estalar da baqueta ditou a cadência, o passo e a vibração do coração da filarmônica na avenida, não deixando o ritmo da história fraquejar.

O CORAL DOS VISÍVEIS: OS ALUNOS DA ESCOLINHA

O maestro conta também a história daqueles cujos nomes não saíram nos jornais...

Havia um exército de heróis anônimos que passou pelas salas de aula da nossa escolinha de música. Meninos e meninas que, em algum momento da história da F2J, seguraram um método de solfejo, sopraram um bocal pela primeira vez ou ajudaram a carregar uma estante de partituras sob o sol de Canavieiras.

Muitos deles não seguiram a carreira profissional, não vestiram a farda principal ou a vida os levou para outras cidades e outras profissões. Mas o maestro conta e reconhece: cada um deles teve um papel vital. No momento em que um aluno entra na escolinha, ele ajuda a justificar a existência da própria filarmônica como um projeto sociopedagógico de cidadania. O suor de cada um deles na fase de aprendizado faz parte do alicerce invisível que mantém o nosso teto de pé.

A história da Filarmônica 2 de Janeiro é um mosaico feito de muitas mãos, muitos sopros e muitos corações. Quem esquece o passado não compreende o valor do presente. Por isso, independentemente de onde cada um desses músicos esteja hoje, a instituição agradece e enaltece a parte que lhes cabe na construção deste patrimônio imortal. A sua nota está escrita, o seu compasso foi tocado, e isso ninguém pode apagar.

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