A linha do tempo do Filarmônica Grupo Musical 2 de Janeiro (F2J) é tecida pelo orgulho da hereditariedade e pela beleza do sangue musical que se renova dentro de uma mesma família. Davi Lucas Costa Assis é o mais novo e brilhante elo dessa corrente de tradição. Ingressando oficialmente na instituição no ano de 2025, Davi iniciou seus passos na arte através do principal berço de formação do município: a Escolinha de Música João Panan, o projeto sociopedagógico que funciona como o coração acolhedor da nossa base.
Neto do lendário e reverenciado Messias Cezar de Assis — o nosso eterno "Tubista Elegante" —, Davi Lucas trouxe em sua bagagem genética o respeito pelo pavilhão da F2J. Ele iniciou sua caminhada prática nas fileiras das madeiras, destacando-se hoje como um dedicado clarinetista. O som do clarinete, conhecido por sua agilidade e doçura, ganhou nas mãos de Davi uma dedicação exemplar sob a supervisão pedagógica do maestro Eduyr Pereira da Silva.
No entanto, o chamado do sangue e o exemplo que ele assiste em casa desde o berço falaram mais forte. Movido por uma vontade genuína de honrar o legado do avô, Davi Lucas manifestou o profundo desejo de dominar também a gigantesca tuba. Demonstrando uma versatilidade e uma maturidade raras para a sua juventude, ele já se encontra em plena evolução no estudo dos graves. Davi personifica o futuro da F2J: o músico da terceira geração que estuda a leveza das palhetas, mas traz no coração a imponência e a elegância do metal pesado.
História: o eco do sangue nas estantes da renovação
Quem entra na sede da Filarmônica 2 de Janeiro e observa as fileiras de ensaio consegue ver o tempo correr de forma bonita. Em uma estante, a imponência e a postura aristocrática de Messias Cezar de Assis continuam a dar a sustentação elegante que a banda precisa. Algumas estantes à frente, os olhos do maestro Eduyr encontram o brilho focado do jovem Davi Lucas Costa Assis, segurando seu clarinete com a postura de quem sabe o peso do sobrenome que carrega.
Davi chegou à instituição em 2025, cruzando as portas da Escolinha de Música João Panan com a curiosidade típica dos grandes talentos. No início, os dedos pequenos tateavam as chaves do clarinete, aprendendo a domar o sopro para transformar o ar em notas nítidas, suaves e ponteadas. Davi logo se entrosou com o naipe de palhetas, mostrando que a escola de base havia feito um trabalho primoroso em sua introdução musical.
Mas assistir ao avô transformar a pesada tuba em um instrumento de pura classe era um convite diário que Davi não podia ignorar. Entre um intervalo de ensaio e outro, o menino olhava para o bocal de metal e para os pistões da tuba com um respeito místico. Não demorou para que a vontade virasse ação. Com a benção do avô Messias e o incentivo entusiasmado do maestro Eduyr, Davi começou a se desafiar no estudo do instrumento mais grave da casa.
O seu avô trouxe a elegância para os graves de Canavieiras, Davi, e ver você seguindo esses passos é a certeza de que a nossa história não vai morrer — costuma destacar o professor Glauber e maestro Eduyr, acompanhando com alegria a evolução rápida do jovem instrumentista.
Hoje, ver Davi Lucas alternar a delicadeza técnica do clarinete com as primeiras e firmes notas na tuba é um espetáculo que emociona os veteranos da F2J. Ele está crescendo, evoluindo a cada compasso e mostrando que a herança de Messias está viva e guardada em mãos seguras. Quando a Filarmônica 2 de Janeiro se apresenta e o público aplaude a beleza do conjunto, o sorriso orgulhoso no rosto do avô Messias ao olhar para o neto é a prova mais bonita de que a Escolinha João Panan continua cumprindo a sua missão: transformar o amor familiar na sinfonia eterna da nossa terra.