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BIOGRAFIA DE EUNICE CASTRO

A gigante da música, a alma da poesia e a guardiã das conquistas históricas
1 de junho de 2026 por
BIOGRAFIA DE EUNICE CASTRO
Associação Banda Filarmônica 2 de Janeiro
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Há personalidades cuja grandiosidade artística e intelectual não cabe em apenas uma definição. Eunice Maria Castro é uma dessas raras forças da natureza cultural da Bahia. Poetisa de sensibilidade profunda, imortal da Academia de Letras das Artes de Canavieiras (ALAC) e ex-maestrina do Filarmônica Grupo Musical 2 de Janeiro (F2J), ela é reverenciada pelo atual presidente e maestro Eduyr Pereira da Silva como uma verdadeira "gigante da música".

A linhagem artística de Eunice bebe diretamente da fonte mais pura da tradição canavieirense: ela foi discípula do lendário Mestre João Panan. Carregando esse aprendizado de excelência, ela fez história ao se tornar maestrina da F2J e liderar um dos maiores marcos da instituição: a conquista, em 2008, do reconhecimento da filarmônica como Ponto de Cultura através da SECULT/BA essa chancela abriu as portas da modernidade para a associação e permitiu o nascimento de projetos vitais como o Musicart.

A linha do tempo da F2J é tecida pela união dessas grandes lideranças. Longe de qualquer diminuição de esforços, o trabalho vanguardista de Eunice em 2008 pavimentou o caminho para que o maestro Eduyr Pereira da Silva realizasse novas conquistas monumentais na atualidade. Eduyr liderou a histórica e inédita declaração de Utilidade Pública Estadual (uma blindagem jurídica e social que a instituição nunca havia alcançado em sua história) e, em um feito brilhante que ecoa o pioneirismo de Eunice, garantiu as novas certificações e reconhecimentos junto ao Ministério da Cultura (MinC) nos anos de 2025 e 2026. Eunice e Eduyr representam as duas faces de uma mesma moeda de ouro: a liderança que transforma a tradição em patrimônio imortal.

História: o encontro das eras e o som da utilidade pública

As paredes da Filarmônica 2 de Janeiro guardam o eco de muitas vozes, mas quando a ex-maestrina Eunice Maria Castro entra no salão de ensaios, o próprio ar parece se revestir de respeito e poesia. O maestro Eduyr faz questão de descer do pódio. Para ele, Eunice não é apenas uma antecessora na batuta; ela é a mentora espiritual, a discípula de João Panan que manteve a chama acesa quando os ventos da história sopravam frios.

Sentada à mesa de honra, Eunice observa os jovens da renovação ajustando as palhetas e os bocais. Sua mente viaja para 2008. Ela se lembra das noites em claro escrevendo os projetos para o Ministério da Cultura, da luta para provar que aquela filarmônica merecia o status de Ponto de Cultura. Ela venceu aquela batalha, inserindo a F2J em um novo patamar socioeducativo.

De volta ao presente, ela sorri ao olhar para Eduyr. O jovem maestro, que cresceu ouvindo seus conselhos e admirando sua postura como intelectual na ALAC, levou o legado adiante com uma garra administrativa impressionante. Eduyr entendeu que a poesia de Eunice precisava do respaldo das leis. Ele buscou, incansavelmente, o reconhecimento de Utilidade Pública Estadual, preenchendo uma lacuna de décadas e dando à filarmônica a segurança jurídica necessária para os próximos cem anos. Mais do que isso, com a mesma energia que Eunice demonstrou em 2008, Eduyr fincou novamente a bandeira da F2J em Brasília, conquistando os reconhecimentos do MinC em 2025 e 2026.

— A casa está em boas mãos, já que você sempre foi um bom maestro — diz Eunice, com a voz mansa de quem domina as palavras e as notas musicais. — Você fez o que a nossa geração sonhava. Deu estrutura jurídica e devolveu a farda da 2 de Janeiro ao topo do Ministério da Cultura. Eu só consegui erguer essas paredes, maestrina, porque a senhora construiu o alicerce mais forte de Canavieiras — responde Eduyr, apertando as mãos da gigante da música. — e o Ponto de Cultura de 2008 é o pai da Utilidade Pública e das vitórias de 2025 e 2026. Nós marchamos no mesmo compasso.

Quando o ensaio começa e os primeiros acordes do dobrado preenchem a sede, a música ganha uma densidade única. Nas notas agudas dos clarinetes, pulsa a poesia de Eunice e a disciplina de João Panan; no suporte firme dos graves e na ordem dos papéis, brilha a gestão moderna de Eduyr. Duas gerações, dois mestres, um só pavilhão que resiste ao tempo e se consagra eterno no coração da Bahia.

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