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BIOGRAFIA DE MESSIAS CEZAR DE ASSIS O TUBISTA ELEGANTE

O tubista elegante e o encanto que atravessaria gerações
1 de junho de 2026 por
BIOGRAFIA DE MESSIAS CEZAR DE ASSIS O TUBISTA ELEGANTE
Associação Banda Filarmônica 2 de Janeiro
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Há imagens na infância que funcionam como um chamado definitivo para o destino de um homem. Para o senhor Messias Cezar de Assis, esse chamado aconteceu no ápice de seus 13 anos de idade, quando se viu sobre as fileiras imponentes da Filarmônica Grupo Musical 2 de Janeiro (F2J) desfilarem pelas ruas de Canavieiras. O brilho dos metais, a cadência dos passos e a força daquela música plantaram um encanto imediato no coração do menino. Movido por essa paixão nascente, aos 15 anos ele deu seus primeiros passos oficiais na arte.

Aquele menino cresceu e tornou-se o que o maestro Eduyr Pereira da Silva descreve com total propriedade e admiração como a personificação da elegância na música. O mestre Messias Cezar de Assis escolheu a tuba, o maior, mais pesado e mais grave instrumento da família dos metais. Muitas vezes associada apenas à força bruta do suporte harmônico, a tuba, nas mãos de Messias, ganhava uma dimensão artística completamente diferente, ele transformava o instrumento em sinônimo de distinção, classe e leveza.

A elegância de Messias não se limitava à sua postura impecável nas retretas ou ao terno bem alinhado; ela residia na pureza de seu som, ali ele conduzia as linhas de baixo dos dobrados tradicionais com um fraseado aveludado, uma precisão cirúrgica e uma dinâmica suave que raros tubistas conseguem alcançar. O mestre Eduyr acompanhou um pouco, e via em seu Messias, o alicerce nobre sobre o qual toda a harmonia da F2J se apoiava com segurança. Ele foi a prova viva de que o sopro mais grave da filarmônica também podia ser o mais refinado.

História: do menino na calçada e o som que ganhou classe

Se pudéssemos voltar no tempo e parar em uma tarde ensolarada nas calçadas de Canavieiras, encontraríamos um garoto de apenas 13 anos de idade, de olhos arregalados e coração acelerado, tocando com a Filarmônica 2 de Janeiro e a comunidade admirava a banda passar. Enquanto o som dos trompetes e trombones rasgava o ar, o menino Messias sentia e fazia o chão tremer com o som da tuba. Aquela vibração grave mexia com a sua alma. Não era apenas barulho; era magia pura em forma de metal reluzente.

Apenas aprender a teoria, dominar a embocadura e compreender a divisão do tempo musical com a escola de fogo que moldou o caráter musical. Ele aprendeu desde cedo que a música exigia respeito, disciplina e, acima de tudo, postura.

As décadas passaram e o menino tornou-se o gigante do naipe de graves. Toda vez que o aspirante a músico Eduyr via a batuta do mestre e olhava na direção de mestre Messias o que ele enxergava era uma aula viva de estética musical. Olhar para o Messias , como costuma destacar o maestro Eduyr para o seu bisneto que fora um dos alunos mais jovens da escolinha, apontando a história do tubista com alegria durante os fins dos ensaios gerais.  A música não é feita para ser empurrada com força de qualquer jeito. Escutem a clareza dessas notas. Isso não é só tocar tuba; isso é elegância. Isso é arte refinada.

Messias abraçava a gigantesca tuba com a naturalidade de quem segura um violino. Quando ele soltava o ar, o som que saia do bocal não agridia aos ouvidos; ele acolhia. Era um som redondo, no tempo metronômico perfeito, que dava sustentação para que os clarinetes chorassem suas melodias e os trompetes brilhassem na frente. Messias tocava com um sorriso discreto no rosto, mantendo a mesma paixão daquele menino de anos atrás, mas com a sofisticação de um mestre que sabia que a verdadeira força da música estava na sutileza e na beleza com que ela era entregue ao povo.

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