Biografia de Mestre Vado – Osvaldo Bispo
No dia 16 de setembro de 1942, nasceu em Canavieiras-BA uma das figuras mais emblemáticas da Filarmônica 2 de Janeiro: Osvaldo Bispo dos Santos, carinhosamente conhecido como Mestre Vadú. Com uma trajetória marcada pela dedicação e pelo amor à música, ele se tornou um símbolo da tradição filarmônica local, contribuindo significativamente para a história da instituição.
Aos 14 anos, 15 ou 17 anos entrou nos escoteiros, ele tem mais ou menos 60 anos na F2J, ajudou muita gente a se desenvolver na música e deu muitos conselhos aos mais novos para ingressar na polícia militar ou marinha do Brasil movido por uma paixão autodidata, Vado iniciou sua jornada musical. Sem influências diretas, sua vocação surgiu de forma espontânea, revelando um talento nato que logo o levou a se tornar um músico profissional. Desde então, sua vida se entrelaçou com os ritmos e harmonias da F2J, onde permaneceu ativo até os dias atuais, atravessando gerações e moldando o futuro de inúmeros jovens músicos. Ao longo dos últimos noventa e cinco anos da F2J, seu legado tem sido amplamente reconhecido, com premiações, certificados, e gostaria de entregar aos mesmos muitas medalhas e, mais recentemente em 2021 nos 92 anos pelo maestro, que teve a honraria de conceder o nome do mestre eternizado em uma das salas da Filarmônica 2 de Janeiro. Esses reconhecimentos são apenas um reflexo do impacto que Mestre Vado teve não apenas na instituição, mas em toda a comunidade musical de Canavieiras.
Entre suas muitas contribuições, destaca-se sua influência sobre o seus filhos, netos e também do atual maestro da F2J, Eduyr Silva. Vado é mais do que um mestre; ele é um guia, um exemplo de persistência e amor pela música. Sua dedicação e compromisso são fundamentais na jornada do maestro, que encontrou em Vadú não apenas um professor, mas um verdadeiro guardião da tradição filarmônica.
Mestre Vado é uma peça viva da história da Filarmônica 2 de Janeiro. Seu sorriso, sua energia e sua música continuam inspirando gerações, mantendo viva a chama da filarmônica e fortalecendo os laços entre passado, presente e futuro. Seu nome, marcado nas partituras e nas lembranças daqueles que tiveram o privilégio de aprender com ele, é sinônimo de devoção à arte e à cultura musical de Canavieiras.
Texto escrito por Eduyr Silva